Considerações iniciais
📚 Glossário do curso

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Os principais termos do curso, em ordem alfabética.
- Acaso
O resultado esperado de um palpite; acertar 50% numa escolha entre duas opções é acaso.
- Adaptação razoável
Ajuste necessário e adequado, sem ônus desproporcional, para que a pessoa com deficiência exerça seus direitos em igualdade com as demais.
- Ansiedade do espelho
Desconforto de ver o próprio rosto na tela durante a reunião.
- Atendimento prioritário
Direito previsto em lei de ser atendido antes na fila, como pessoas idosas e pessoas com deficiência.
- Audiência pública
Sessão aberta, com plateia diversa, regras de fala e registro em ata, em que o servidor presta contas ou explica um plano.
- Áudio claro
Som sem eco, ruído ou cortes; em videochamada, importa mais que uma imagem caprichada.
- Autoconhecimento
Perceber os próprios hábitos de corpo, rosto e voz antes de tentar interpretar os do outro.
- Autovisão
A imagem da própria câmera mostrada na tela; pode ser ocultada depois de conferir o enquadramento.
- Barreira atitudinal
Atitude ou comportamento que impede ou prejudica a participação de uma pessoa com deficiência em igualdade de condições com as demais (Lei 13.146/2015, art. 3º, IV, e).
- Base estável
Pés firmes no chão, peso distribuído, ombros soltos: apoio para o corpo e para a voz.
- Calor humano e competência
As duas coisas que as pessoas avaliam depressa em quem encontram: se tem boas intenções (calor humano) e se tem capacidade de agir conforme elas (competência).
- Canal de apoio
Serviço do órgão ou da rede pública para onde se pode indicar alguém que precisa de ajuda, como gestão de pessoas e saúde do servidor.
- Cartão "Antes de concluir
Seis perguntas rápidas para fazer antes de tirar uma conclusão sobre alguém: o que vi, em que contexto, se foi um sinal isolado ou um conjunto, se é diferente do jeito habitual, que outras explicações existem e o que posso perguntar.
- Ciclo da presença
As cinco etapas do curso: Observar, Perguntar, Ajustar, Praticar e Rever.
- Comportamento observável
O que dá para ver ou ouvir, como "olhou o relógio". Não é rótulo nem intenção, como "impaciente".
- Comunicação não verbal
Tudo o que comunicamos além das palavras: corpo, rosto, olhar, voz, espaço e tempo.
- Contato visual
Olhar para os olhos de outra pessoa; as normas sobre isso variam entre culturas e pessoas.
- Contexto
A situação em volta do gesto: onde, quando, com quem e depois de quê.
- Dado pessoal
Informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável (Lei 13.709/2018, art. 5º, I). A voz e a imagem de alguém podem se encaixar nessa definição.
- Dado pessoal sensível
Na LGPD, categoria de dado com proteção reforçada, que inclui o dado biométrico vinculado a uma pessoa.
- Deficiência oculta
Deficiência que não se percebe à primeira vista; o cordão de girassóis é um símbolo opcional para ela.
- Detector corporal de mentiras
A crença de que algum gesto denuncia quem mente. As pesquisas mostram que os sinais são fracos e que o acerto médio é de cerca de 54%.
- Discordar sem confrontar
Dizer que pensa diferente mantendo a conversa aberta: mesma altura, voz calma, ponto em comum antes.
- Distância pública
Faixa de distância, descrita por Edward Hall, usada em falas para grupos; os valores variam com a cultura e o lugar.
- Encarregado de dados
Pessoa indicada pelo órgão como canal de comunicação entre o órgão, os titulares dos dados e a Agência Nacional de Proteção de Dados.
- Espaço pessoal
A área ao redor do corpo, e também a mesa e os objetos, que a pessoa sente como sua. Muda com a cultura e com a pessoa.
- Expiração longa
Soltar o ar mais devagar do que se inspira; exercício simples que pode ajudar a relaxar, sem fazer milagre.
- Expressões universais
Ideia de Paul Ekman de que algumas expressões são iguais em todas as culturas. Ainda é tema de debate.
- FACS
Sistema de Codificação de Ações Faciais: descreve os movimentos do rosto sem dizer que emoção eles significam.
- Fadiga de videochamada
Cansaço que muita gente sente depois de várias reuniões pela tela; a pesquisa associa a ele fatores como ver a própria imagem e sentir-se observado, mas ainda são hipóteses.
- Fatia fina
Trecho muito curto de comportamento observado, usado em pesquisas para ver o quanto ele já diz sobre a situação.
- Feedback
Retorno sobre o que a pessoa fez e o efeito disso, para ela melhorar ou continuar fazendo bem.
- Gesto
Movimento das mãos e dos braços que acompanha a fala e ajuda quem fala a organizar o pensamento.
- Gesto ilustrativo
Gesto que acompanha a fala, como contar etapas nos dedos; ajuda quem fala a organizar o pensamento.
- Impessoalidade
Princípio da administração pública: o mesmo tratamento para todos, sem favorecimento nem preconceito.
- Jeito habitual
O modo como a pessoa costuma ser e se expressar. Compare a pessoa com ela mesma, e não com um manual; uma mudança em relação ao habitual pesa mais do que um gesto isolado.
- Leitura labial
Entender a fala olhando para os movimentos da boca de quem fala; exige rosto visível e ritmo natural.
- Lente da câmera
O ponto para onde você olha, em videochamada, para dar a sensação de olhar nos olhos do outro.
- Libras
Língua Brasileira de Sinais, reconhecida em lei como meio legal de comunicação e expressão. É uma língua, com estrutura própria.
- Manipulação
Usar o corpo ou a fala para influenciar alguém sem que a pessoa perceba. Contrasta com a transparência.
- Meta-análise
Estudo que reúne e combina os resultados de muitas pesquisas sobre o mesmo tema.
- Microexpressão
Movimento do rosto muito rápido; é raro, parcial e não funciona como detector de mentiras.
- Mudança em relação ao jeito habitual
Alteração no comportamento de uma pessoa em comparação com o que ela costuma ser. É convite à conversa, não prova de nada.
- Nervosismo
Reação normal do corpo diante de algo que importa: coração acelerado, boca seca, mãos frias. Dá para trabalhar com preparação.
- Neurodivergente
Pessoa cujo cérebro funciona de modo diferente do mais comum, como pessoas autistas ou com dislexia. Não é um rótulo para "adivinhar" quem é.
- Neurodiversidade
Ideia de que as pessoas pensam, percebem e reagem de jeitos naturalmente variados. Não é diagnóstico. A classificação de cada condição ainda é debatida.
- Ouvir com o corpo
Mostrar atenção com o tronco voltado para a pessoa, sem celular na mão e sem interromper. Não exige olhar nos olhos o tempo todo.
- Pausa
Silêncio curto entre ideias ou frases; dá tempo para quem ouve e mostra que você pensa em vez de reagir.
- Pausa combinada
Interromper com clareza uma conversa que esquentou e marcar a hora de retomar.
- Pergunta aberta
Pergunta que convida a pessoa a contar mais, em vez de responder só sim ou não.
- Porta aberta
Descrever o que você notou, perguntar e dizer que está disponível, sem pressionar a pessoa a falar.
- Pose de poder
Pose aberta e expansiva, mantida por poucos minutos, que prometia mudar hormônios. Estudos maiores não confirmaram o efeito hormonal; a sensação de poder ainda se discute.
- Postura
O jeito como o corpo se organiza: ereto ou encolhido, voltado para a pessoa ou de lado. Não tem significado fixo.
- Presença em reunião
O que o seu corpo, a sua voz e o seu lugar na sala comunicam ao grupo, além do que você diz.
- Primeira impressão
Julgamento rápido sobre alguém, formado em frações de segundo. É rápido, mas não necessariamente correto; trate-o como hipótese, não como conclusão.
- Proxêmica
Estudo de como as pessoas usam a distância e o espaço ao se comunicar.
- Reavaliar a ansiedade
Em vez de tentar se acalmar, tratar a agitação como empolgação. Estratégia com apoio em experimentos de laboratório, sem garantia e sem ser tratamento.
- Reconhecimento de emoções por IA
Sistema que promete deduzir emoções ou intenções de uma pessoa pela imagem do rosto ou do corpo. A base científica é contestada, e a lei exige cuidado.
- Regra dos 93%
Frase popular, tirada de dois estudos de 1967 sobre gostar ou não gostar. Não vale para qualquer conversa.
- Regras de exibição
Normas aprendidas, desde cedo, sobre quando, como e para quem mostrar uma emoção. Variam entre culturas e situações.
- Replicação
Repetir um estudo, com outras pessoas, para ver se o resultado se mantém.
- Respiração lenta
Respirar devagar, soltando o ar mais devagar do que se puxou. Associada a mais relaxamento em estudos; não substitui cuidado de saúde.
- Reunião híbrida
Reunião em que parte do grupo está na sala e parte participa pela tela.
- Ritmo e pausas
A velocidade da fala e os pequenos silêncios entre as ideias, que dão tempo para o outro entender.
- Sinal de conforto
Gesto ou postura de quem parece à vontade, como corpo solto e movimentos tranquilos.
- Sinal de desconforto
Gesto ou expressão que sugere tensão; indica que algo merece atenção, não que a pessoa mente.
- Sorriso que acompanha a fala
Sorriso ajustado ao momento: acolhedor no cumprimento, sério quando o assunto pede, de volta ao calor quando há solução.
- Território comum
Espaço ou objeto colocado entre as duas pessoas, como o formulário no meio do balcão, para que os dois olhem para a mesma coisa.