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Clube do Servidor
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Considerações iniciais

Letra Normal

🎯 Diagnóstico: A minha equipe hoje

≈ 8 min de leitura

Camila observa cinco medidores coloridos na parede, um para cada aspecto da sua equipe hoje.

Ouvir a aula narrada≈ 1 min · na voz do instrutor

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Antes de começar, um retrato sincero de como a acontece hoje na sua equipe. Pense na equipe que você lidera, ou, se ainda não lidera ninguém, na equipe da qual faz parte. Não vale nota, não pede nenhum dado e ninguém vê as suas respostas. Para cada uma das 10 situações abaixo, toque na opção que mais se parece com o que acontece hoje, de verdade, e não com o que deveria acontecer. Quando responder todas, o resultado aparece logo abaixo, com o caminho para começar no curso. Nenhum resultado é culpa de uma pessoa: é só o . No fim do curso, volte aqui e compare.

Situação 1. O que está ao alcance da chefia:

  • A) A conversa da equipe gira em torno do que não depende de nós: salário, concurso, falta de gente.
  • B) A chefia sabe o que pode fazer, mas promete à equipe coisas que dependem de outros.
  • C) A chefia age no que controla, mas não usa a influência que tem para levar os problemas a quem decide.
  • D) Separamos o que controlamos, o que influenciamos e o que não depende de nós. Agimos nos dois primeiros e explicamos o terceiro com honestidade.

Situação 2. Conhecer cada pessoa da equipe:

  • A) A chefia conhece a equipe pelos números e pelas reclamações.
  • B) Houve uma conversa de boas-vindas um dia, e nunca mais.
  • C) A chefia conhece bem algumas pessoas, em geral as mais próximas ou as que falam mais.
  • D) A chefia sabe o que move e o que desmotiva cada pessoa, inclusive as mais quietas, porque perguntou.

Situação 3. O reconhecimento:

  • A) Ninguém é reconhecido; só se fala do trabalho quando dá problema.
  • B) Há elogios genéricos de vez em quando, como "parabéns a todos".
  • C) Há reconhecimento, mas vai quase sempre para as mesmas pessoas ou para o trabalho mais visível.
  • D) O reconhecimento é específico, justo e rápido, chega a todos, respeita o jeito de cada um e leva o nome da equipe para cima.

Situação 4. Os combinados e as conversas individuais:

  • A) As tarefas chegam vagas, e a cobrança vem quando o prazo já passou.
  • B) Há metas no papel, mas ninguém conversou com a pessoa sobre elas.
  • C) Há conversas individuais, mas só quando aparece um problema.
  • D) Há reunião individual periódica com cada pessoa, e cada combinado diz o quê, até quando, como saber que ficou bom e o apoio da chefia.

Situação 5. O retorno e a avaliação de desempenho:

  • A) Retorno só existe na avaliação formal, e ela é uma surpresa para todo mundo.
  • B) A avaliação é preenchida para cumprir prazo, com a mesma nota para todos, sem conversa.
  • C) Há retorno no dia a dia, mas com rótulos ("você é desorganizado") e sem registro.
  • D) O retorno é dado perto do fato, com situação, comportamento e efeito; os critérios da avaliação são conhecidos desde o começo, e nada do que aparece nela é novidade.

Situação 6. O desenho do trabalho e a autonomia:

  • A) Cada um faz um pedaço repetitivo e nunca vê o resultado; tudo depende da chefia.
  • B) A chefia diz que delega, mas entrega tarefas sem combinar limites nem tirar nada da mesa de quem recebe.
  • C) Há alguma autonomia, mas ninguém sabe dizer o que é regra e o que é só costume.
  • D) As pessoas veem o resultado do que fazem e o impacto no cidadão, separamos regra de costume, e a delegação é combinada por níveis, com limites e revisão.

Situação 7. A carga de trabalho:

  • A) Sempre há uma ou duas pessoas que carregam o setor, e ninguém olha isso.
  • B) A chefia pede que todos "se organizem melhor" quando a carga aperta.
  • C) A chefia percebe a sobrecarga, mas só age quando alguém adoece ou falta.
  • D) A carga é acompanhada a cada quinzena, com fatos do trabalho, e a chefia redistribui, protege tempo e aumenta recursos antes que alguém chegue ao limite.

Situação 8. Falar dos problemas:

  • A) Quem traz problema é visto como reclamão, e as pessoas preferem calar.
  • B) Fala-se dos problemas no corredor, mas não nas reuniões.
  • C) As pessoas falam, mas a chefia se defende ou procura culpados.
  • D) A equipe fala cedo dos problemas e dos erros, porque sabe que vai ser ouvida e que o foco é resolver.

Situação 9. O clima e a convivência:

  • A) Há grupos que não se falam, como "os antigos" e "os novos", e os conflitos ficam escondidos.
  • B) Existe um código de conduta na parede, mas ninguém o usa no dia a dia.
  • C) A convivência é boa na maior parte do tempo, mas não há acordos, rituais nem forma de medir o clima.
  • D) A equipe escreveu o seu acordo de convivência, tem rituais simples, mede o clima de tempos em tempos e inclui todos os vínculos, cada um dentro das suas regras.

Situação 10. A rotina e o cuidado com quem lidera:

  • A) A chefia vive apagando incêndio, sai tarde e não tem com quem conversar.
  • B) Há planos, mas eles ficam na gaveta, sem rotina para acompanhar.
  • C) Há rotina com a equipe, mas a chefia não cuida do próprio limite e ninguém está sendo preparado para substituí-la.
  • D) Há rotina da semana, do mês e do trimestre, poucos indicadores da equipe, um limite que a chefia protege, uma rede de apoio e alguém sendo preparado para a passagem de conhecimento e para a substituição.

Mais respostas A: a liderança na sua equipe hoje acontece no improviso. O dia a dia é tomado por urgências, e muita coisa depende da boa vontade de poucas pessoas. Não é culpa de ninguém: muitas vezes falta tempo, gente e um roteiro. A boa notícia é que esse é o ponto de partida com mais espaço para melhorar, e os primeiros passos são simples e não custam dinheiro. Por onde começar no curso: o Módulo 1, para separar o que está ao seu alcance, o Módulo 2, para conhecer o que move cada pessoa, e o Módulo 3, para começar a reconhecer.

Mais respostas B: a liderança na sua equipe hoje funciona só no papel. Há metas, avaliações e códigos, mas eles não viram conversa nem mudam o dia a dia, e a equipe percebe. O risco é a equipe parecer organizada e estar desanimada. Por onde começar no curso: o Módulo 4, para transformar metas em combinados e avaliação em conversa, o Módulo 5, para delegar de verdade, e o Módulo 7, para escrever com a equipe os acordos que ela vai seguir.

Mais respostas C: a liderança na sua equipe está a caminho. As peças importantes já aparecem, mas aos pedaços: o reconhecimento não chega a todos, a sobrecarga é vista tarde e a rotina não inclui o cuidado com quem lidera. Por onde começar no curso: o Módulo 3, para um reconhecimento justo, o Módulo 6, para olhar a carga e falar cedo dos problemas, e o Módulo 8, para montar a rotina e preparar a sucessão.

Mais respostas D: a liderança na sua equipe já cria as condições para o engajamento. Parabéns a você e à equipe: há conversa, combinado, apoio, reconhecimento e revisão. O curso vai dar base de pesquisa ao que vocês fazem, oferecer modelos para organizar a rotina e ajudar você a orientar outras chefias. Por onde começar no curso: o Módulo 8, para o plano de 90 dias, a rede de apoio e a sucessão, e o projeto final, para consolidar o plano. Se puder, conte a experiência na Comunidade, sem nomes nem casos reais: ela pode inspirar colegas de outros lugares.

Situação 1: a chefia pública não dá aumento: a remuneração dos servidores só pode ser fixada ou alterada por lei específica (Constituição, art. 37, X). Por isso, prometer o que não depende de você desgasta a confiança. Em compensação, muita coisa está ao seu alcance: a forma de distribuir o trabalho, o retorno, o reconhecimento e a reunião de equipe. O Módulo 1 traz os três círculos e o mapa da equipe.

Situação 5: para adquirir a estabilidade, a Constituição exige a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade (art. 41, § 4º). Quantas avaliações, quando, com quais critérios e qual o papel da chefia vêm do estatuto e das normas do seu ente: peça-os à área de gestão de pessoas. O Módulo 4 mostra como fazer da avaliação a soma de conversas registradas, sem susto.

Situação 7: a Constituição garante aos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança (art. 7º, XXII), e estende esse direito aos servidores ocupantes de cargo público (art. 39, § 3º). Cuidar da carga é organização do trabalho, e não favor. O líder não diagnostica: percebe, acolhe, ajusta e encaminha ao serviço de saúde do servidor do seu órgão. Em crise, o Centro de Valorização da Vida atende pelo 188, de graça, 24 horas. O Módulo 6 traz o radar de carga e a conversa de cuidado.

Situação 9: se a sua equipe tem funcionários de empresa contratada, a Lei 14.133/2021 proíbe a Administração de estabelecer vínculo de subordinação com eles e de pedir tarefas fora do objeto do contrato (art. 48, III e V); as orientações passam pelo preposto da empresa (art. 118). Incluir essas pessoas na acolhida e no respeito é possível e desejável, mas sem ordens diretas. A pesquisa de clima interna é dos servidores e dos estagiários. O Módulo 7 trata dos vínculos diferentes, do acordo da equipe e da pesquisa de clima simples.